Eu já não suporto essa distância...
Por onde você anda quando não consegue ler o que eu lhe escrevo?
Eu já nem sei como vou reagir a sua presença...
Eu já nem sei se a gente vai ser feliz...
Eu já nem sei se posso lhe fazer feliz...
De onde você surgiu dentro de mim?
Eu já nem acredito que você possa ser real...
Eu já nem peço muito pra você me beber com sede, com muita sede...
Eu já não penso mais em mim...
Um dia você vai me dizer adeus, eu sei...
Mas eu já não aguento mais amar para sempre...
Eu quero amar agora e com você.
Vamos?
Teresa Coelho
17/04/2010
sábado, 17 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
Um Mundo
"Eu queria todas as noites sentir as tuas costas nos meus seios
E poder ouvir a tua respiração ofegar no silêncio das nossas bocas
Queria poder soltar teus cabelos no meu rosto e puxar o teu quadril no meu
As tuas curvas são feitas de sonhos...
Deixa eu te mostrar com quantas cores se faz um arco-íris
Deixa eu te levar para dentro de mim...
Eu queria delinear as tuas pernas com os dedos,
Absorvendo toda a tua intensidade com os olhos...
Escreve em linhas tortas o teu sorriso na minha paz
E me refaz!
És um mundo tão inteiro de mistérios...
Tudo que existe em ti, me liberta de mim mesma...
Tudo que existe no mundo, me faz lembrar tua existência constante em mim
Eu quero fugir e provar do teu mundo...
Posso?”
Teresa Coelho
11/04/2010
E poder ouvir a tua respiração ofegar no silêncio das nossas bocas
Queria poder soltar teus cabelos no meu rosto e puxar o teu quadril no meu
As tuas curvas são feitas de sonhos...
Deixa eu te mostrar com quantas cores se faz um arco-íris
Deixa eu te levar para dentro de mim...
Eu queria delinear as tuas pernas com os dedos,
Absorvendo toda a tua intensidade com os olhos...
Escreve em linhas tortas o teu sorriso na minha paz
E me refaz!
És um mundo tão inteiro de mistérios...
Tudo que existe em ti, me liberta de mim mesma...
Tudo que existe no mundo, me faz lembrar tua existência constante em mim
Eu quero fugir e provar do teu mundo...
Posso?”
Teresa Coelho
11/04/2010
Farsa
Sou composta internamente por feridas expostas aos meus tormentos
Elas têm o cheiro de cada lembrança que se perdeu na minha memória
Mutilam meu corpo e a minha vontade de não saber o porquê do gosto do gozo
Que sai de um jato através dos meus olhos e das minhas proezas espirituais
Eu nunca realizei um estado existencial de amar involuntariamente
O meu involuntário é não saber quando se ama
Eu me tornei filha de uma vida inconstante
Por isso as feridas que têm cor de metamorfose
Mudam de dor...
Sou conseqüência impura e sutil do objeto atravessado entre mim e o meu mundo secreto
Virei a minha cicatriz interna e a minha dor externa.
(Teresa Coelho)
11/04/2010
Elas têm o cheiro de cada lembrança que se perdeu na minha memória
Mutilam meu corpo e a minha vontade de não saber o porquê do gosto do gozo
Que sai de um jato através dos meus olhos e das minhas proezas espirituais
Eu nunca realizei um estado existencial de amar involuntariamente
O meu involuntário é não saber quando se ama
Eu me tornei filha de uma vida inconstante
Por isso as feridas que têm cor de metamorfose
Mudam de dor...
Sou conseqüência impura e sutil do objeto atravessado entre mim e o meu mundo secreto
Virei a minha cicatriz interna e a minha dor externa.
(Teresa Coelho)
11/04/2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
Fuga
Tudo quebrado...
O líquido que compõe a vida espalhou-se pelo tapete branco...
Por um instante pude esquecer o que restou do nosso conto misterioso...
Mas o que resta é o que nos faz bem ou é tudo o que não suportamos lembrar?
Sua beleza me fez chorar...
Estou devolvendo você de mim
Agarrando os extremos do que você nunca quis ao meu lado...
Levando em consideração a sinceridade constante da sua inconstância...
Minha verdade não se faz de fugas delicadas...
Necessito sufocar-me do seu desprezo...
Você é quase como quando um vinho tinto cai numa roupa branca...
Sua alma é carnal...
Não existe.
Nossa relação não passa de acordes desafinados
Poesias rasgadas no meio...
No meio que paramos não há começo, nem fim.
Foi isso. Um meio.
Cansei de me entregar a tudo que está em mim
Você deixou um eterno cansaço de mim mesma...
E fugiu...
(Teresa Coelho)
31/03/2010
O líquido que compõe a vida espalhou-se pelo tapete branco...
Por um instante pude esquecer o que restou do nosso conto misterioso...
Mas o que resta é o que nos faz bem ou é tudo o que não suportamos lembrar?
Sua beleza me fez chorar...
Estou devolvendo você de mim
Agarrando os extremos do que você nunca quis ao meu lado...
Levando em consideração a sinceridade constante da sua inconstância...
Minha verdade não se faz de fugas delicadas...
Necessito sufocar-me do seu desprezo...
Você é quase como quando um vinho tinto cai numa roupa branca...
Sua alma é carnal...
Não existe.
Nossa relação não passa de acordes desafinados
Poesias rasgadas no meio...
No meio que paramos não há começo, nem fim.
Foi isso. Um meio.
Cansei de me entregar a tudo que está em mim
Você deixou um eterno cansaço de mim mesma...
E fugiu...
(Teresa Coelho)
31/03/2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
Breve
Eu gosto da palavra nua. Escarrada com desprezo...
Prefiro que me explorem os escárnios que a razão...
E que me arranquem a pele com os dentes do que com mãos delicadas...
Perdi meu sangue enquanto tentava criar minha alma.
(Teresa Coelho)
19/03/2010
Prefiro que me explorem os escárnios que a razão...
E que me arranquem a pele com os dentes do que com mãos delicadas...
Perdi meu sangue enquanto tentava criar minha alma.
(Teresa Coelho)
19/03/2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Declaração Primitiva
E quando não houver mais o que pensar
Nem mais o que se dizer sobre o que não vivemos...
Irei viver sem pensar...
Quando não houver mais o que sonhar
Nem mais como me perder dentro de você...
Irei sonhar que posso me perder mais uma vez...
E mais uma, mais uma... Sempre.
E quando não houver mais a sua voz
Ficarei muda e surda, para nunca mais esquecê-la...
Quando não existir mais alguém que lhe faça feliz,
Quando não tiver mais ninguém que possa lhe encontrar...
Eu irei lhe encontrar e fazer feliz...
Porque diante de todos esses delírios há amor...
Há amor nessa declaração primitiva!
Eu dei em pedaços tudo o que não podia dar por inteiro, mas dei...
Você foi a particularidade mais profunda que eu pude manter em segredo...
Meu encanto e desalento...
Você foi tudo o que eu tive e não possuí...
E quando não houver mais o carnal...
Irei lhe manter, eternamente, na carne da minha alma...
Porque fosse minha vida, enquanto eu fui um passa tempo dos teus contos perdidos...
(Teresa Coelho)
08/03/2010
Nem mais o que se dizer sobre o que não vivemos...
Irei viver sem pensar...
Quando não houver mais o que sonhar
Nem mais como me perder dentro de você...
Irei sonhar que posso me perder mais uma vez...
E mais uma, mais uma... Sempre.
E quando não houver mais a sua voz
Ficarei muda e surda, para nunca mais esquecê-la...
Quando não existir mais alguém que lhe faça feliz,
Quando não tiver mais ninguém que possa lhe encontrar...
Eu irei lhe encontrar e fazer feliz...
Porque diante de todos esses delírios há amor...
Há amor nessa declaração primitiva!
Eu dei em pedaços tudo o que não podia dar por inteiro, mas dei...
Você foi a particularidade mais profunda que eu pude manter em segredo...
Meu encanto e desalento...
Você foi tudo o que eu tive e não possuí...
E quando não houver mais o carnal...
Irei lhe manter, eternamente, na carne da minha alma...
Porque fosse minha vida, enquanto eu fui um passa tempo dos teus contos perdidos...
(Teresa Coelho)
08/03/2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
De dentro
Gosto de sentir o barulho do carro e de ver como as pessoas preferem adormecer...
Não me perguntem quando eu costumo deixar o sol falando sozinho das coisas que ele mesmo não sabe iluminar...
Você bebeu tudo o que tinha no meu corpo com uma acidez que brilhava na boca, me asfixiando de loucura...
Foi um terrorismo de suspiros...
Dessas mentiras ensaiadas na prévia de um amor, que nem mesmo pertencia a essa estória...
Você nunca existiu. Você veio de dentro, de dentro de mim...
Eu costumava lhe vomitar quando me sentia sozinha
Só que a minha alma é o nosso vazio que se mistura aos pedaços juntados da sua inexistência...
Imaginação tem gosto de coisa esquecida...
Imaginar é como comer um doce que não existe mais ou que nunca chegou a comer.
À medida que eu entorpeço minhas mãos na leveza das suas, uma vez apenas, explode na garganta uma fala entupida e cheia de falhas da uma vida disfarçada...
Não importa. Ninguém percebe quando tenho em mim exacerbadamente a vontade de ser.
E sendo, a verdade é que a sua face não se completa com o sol que se esquece de iluminar o começo da imensidão de cada palavra perdida em imaginações desprezadas e fracassadas...
E se... E se... E se eu realmente roubasse todos os delírios que deixamos cair por causa do barulho que vinha da nossa estrada, será que as pessoas continuariam adormecidas?
(Teresa Coelho)
04/03/2010
Não me perguntem quando eu costumo deixar o sol falando sozinho das coisas que ele mesmo não sabe iluminar...
Você bebeu tudo o que tinha no meu corpo com uma acidez que brilhava na boca, me asfixiando de loucura...
Foi um terrorismo de suspiros...
Dessas mentiras ensaiadas na prévia de um amor, que nem mesmo pertencia a essa estória...
Você nunca existiu. Você veio de dentro, de dentro de mim...
Eu costumava lhe vomitar quando me sentia sozinha
Só que a minha alma é o nosso vazio que se mistura aos pedaços juntados da sua inexistência...
Imaginação tem gosto de coisa esquecida...
Imaginar é como comer um doce que não existe mais ou que nunca chegou a comer.
À medida que eu entorpeço minhas mãos na leveza das suas, uma vez apenas, explode na garganta uma fala entupida e cheia de falhas da uma vida disfarçada...
Não importa. Ninguém percebe quando tenho em mim exacerbadamente a vontade de ser.
E sendo, a verdade é que a sua face não se completa com o sol que se esquece de iluminar o começo da imensidão de cada palavra perdida em imaginações desprezadas e fracassadas...
E se... E se... E se eu realmente roubasse todos os delírios que deixamos cair por causa do barulho que vinha da nossa estrada, será que as pessoas continuariam adormecidas?
(Teresa Coelho)
04/03/2010
Assinar:
Postagens (Atom)