É como ser a parte do sêmen apodrecido dentro de um anjo. O sol derrete meus dias de liberdade, mas eu não sou livre. E se eu tivesse nascido do lado oposto do tempo? E se o tempo existisse no lado oposto da vida? Essa tarde eu não consegui desistir. Quando eu aprendi a flutuar, descobri que meus pés só funcionariam quando eu parasse de chorar. Flutuar anestesiou meu desespero, mas não limpou minha sexualidade. Você tem flores que se amam, e elas não escolheram, mas estavam ali, vivas. Eu estou viva.
Teresa Coelho
23/12/2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Por que simples
Até quanto é profundo ser simples?
Entender a paz que eu tanto busco pode parecer superficial
É superficial o profundo?
Existe algo concreto por dentro do vácuo?
Não quero mais questionar
Mas o impulso vem dessa melancolia
Vem do vácuo indefinido
Da música da tua cor transbordando pelos meus olhos
Das coisas que se afastam durante a vida
Como quando uma parte tão significativa
Só representa mesmo uma parte...
Um dia, todas as partes incompletas se juntam
E enquanto você transborda cor
Eu vou juntando meus pedaços nos seus sonhos
Os mais densos e simples
Simples é profundo...
Você foi a coisa mais simples que eu já senti.
Teresa Coelho
19/11/2011
Entender a paz que eu tanto busco pode parecer superficial
É superficial o profundo?
Existe algo concreto por dentro do vácuo?
Não quero mais questionar
Mas o impulso vem dessa melancolia
Vem do vácuo indefinido
Da música da tua cor transbordando pelos meus olhos
Das coisas que se afastam durante a vida
Como quando uma parte tão significativa
Só representa mesmo uma parte...
Um dia, todas as partes incompletas se juntam
E enquanto você transborda cor
Eu vou juntando meus pedaços nos seus sonhos
Os mais densos e simples
Simples é profundo...
Você foi a coisa mais simples que eu já senti.
Teresa Coelho
19/11/2011
sábado, 5 de novembro de 2011
Preto e branco e azul
Sou tua menina em preto e branco
Roubo tua atenção mostrando o sol
Que fica de cabeça para baixo nos teus olhos
Faço carinho desajeito nos teus cabelos
Esperando minhas mãos desparecerem no teu cheiro
Eu me agarro a qualquer vulto teu
Pra colar minha poesia na tua agonia
Segurando nossas mãos na parede fria
Te levo pra perto de onde teu coração bate dentro de mim
Sou teu amor azul, passando em preto e branco.
Teresa Coelho
05/11/2011
Roubo tua atenção mostrando o sol
Que fica de cabeça para baixo nos teus olhos
Faço carinho desajeito nos teus cabelos
Esperando minhas mãos desparecerem no teu cheiro
Eu me agarro a qualquer vulto teu
Pra colar minha poesia na tua agonia
Segurando nossas mãos na parede fria
Te levo pra perto de onde teu coração bate dentro de mim
Sou teu amor azul, passando em preto e branco.
Teresa Coelho
05/11/2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Afinal, o céu
Afinal, para que lado fica o céu? É fora ou dentro da gente? Subindo ou descendo? Se as estrelas não estão no céu, para que serve o céu? Por que quando a gente fica de cabeça para baixo o céu não muda? O que muda? Por que está todo mundo mudo? Se ele não existisse, qualquer outra coisa também seria céu? Onde vão parar as estrelas enquanto a gente não sonha? Afinal, não gosto de falar sobre o céu, mas hoje, ele tornou-se a única companhia que faz sentido não entender.
Teresa Coelho
28/10/2011
Teresa Coelho
28/10/2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Barco
Em mim não há a parte limpa que teus sonhos buscam; nasci com a realidade prostrada pedindo por compaixão. Já conheço as dores, as partidas, e cada palavra que nunca proferi por saber que alguém sempre iria colocar meu coração do avesso, só por ser eu a única opção, dentre os vultos, que não juraria amor eterno. Sou um barco velho que repintaram para nunca mais atracar no tempo. Sou feita de silêncio, e não há encanto no silêncio para quem procura a beleza macia, mas sou intrínseca quando flutuo sobre teu corpo e crua quando teus sentimentos buscam ser reais sobre o meu.
Teresa Coelho
25/10/2011
Teresa Coelho
25/10/2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Etil-fenil-amina
Vejo o tempo encobrir teu rosto; quantos amores tu tiveste antes de desembargar em meu corpo o teu destino já grisalho? Não é o fardo que aniquila meu cansaço, é a contração dos meus seios nesse encontro breve, e eterno, sobre tuas costas. Definha na luz tua acidez branca, não obstante, colo minha língua no sal das tuas pernas. Sou tua, e não só tua como também de uma parte que se esvai do teu sorriso quando não existo a ti. Tua como a parte toda que te quer para refazer o sol esquecido na memória ferida de nossos azuis passados. Só tua, e não mais que tua.
Teresa Coelho
07/10/2011
Teresa Coelho
07/10/2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Por enquanto
O tempo preso à sua mão penetra minha pele, como se tentasse solver o instante que nos encontrou tardiamente. Mas o que é tarde quando há um encontro? São as suas cores que não me deixam partir. Elas murmuram meu nome sem eternidade, não prometem nada, e eu sei que estarão aqui quando eu perder a voz... Esse caminho não pode ser oposto se pudemos nos cruzar. Enquanto os olhos estiverem refletindo no mesmo lugar, não vai importar a posição que a vida seguir, porque meus olhos já escolheram suas cores incertas. E foi por não saber que seria você, que eu escolhi.
Teresa Coelho
27/09/2011
Teresa Coelho
27/09/2011
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